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Pelo amor de Deus! Vendedor no gerúndio, não tem futuro!!

Veja que curioso: falantes de línguas como o inglês ou o nosso querido português, que usam o futuro, são 30% menos propensos a poupar dinheiro. Bacana não é?

Por | 01/07/2014

pauta@mundodomarketing.com.br

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Não há nada, mas nada mesmo, pior que usar gerúndio numa conversa do dia-a-dia, imagine no momento da venda, então! E o que eu tenho ouvido de gerúndio por ai em muitas lojas, mas muitas mesmo, fundamentalmente nos grandes varejistas e magazines, não é brincadeira! Acredito que os vendedores acham bacana ou até mesmo "chique" usar. Mas sequer sabem que é um indicativo de que a ação é contínua e esteve ou estará em andamento, portanto, um processo não finalizado.

Criatura! Quer fazer a venda já? Então para de falar assim!!! Veja só se não dói nos ouvidos: "O senhor vai estar levando um aparelho fantástico e vai estar pagando em 10 vezes". Pois é, foi nos meus ouvidos que esta frase doeu e muito. Aliás, eles ficaram infeccionados por uma semana.

Você sabia que falantes de línguas sem tempos verbais tomam melhores decisões do que falantes de língua com tempos verbais, em praticamente tudo. Pois é, uma pesquisa feita pela Universidade de Yale, nos Estados Unidos, que analisou dados de 76 países e descobriu que as culturas em que a maioria das pessoas fala línguas sem um tempo futuro, como os chineses, por exemplo, acabam tomando melhores decisões financeiras e de saúde em geral. Falantes de línguas como o inglês ou o nosso querido português, que usam o futuro, são 30% menos propensos a poupar dinheiro. Bacana, não é? Se não pensamos em guardar para o futuro, vamos gastar já, porque dá mais prazer.

Mas, dai vem o vendedor ataca com o seu gerúndio e estraga o que já estava vendido, pois vai dar a impressão de que o consumidor não vai levar agora. Sabe o que acontece? As novas ciências econômicas comportamentais mostram que nós descontamos o futuro. Lembra que eu falei em outro artigo que nosso cérebro primitivo trabalha com a seguinte equação: tudo que for prazer imediato é muito bem vindo e tudo o que for dor, nós adiamos. Agora, imagine pegar o prazer e jogar lá para frente!

Pesquisas e mais pesquisas na área de finanças comportamentais mostram que se oferecemos às pessoas 120 reais hoje ou 150 em novembro, todo mundo prefere os 120 já! Mas isso não é racional porque a oferta para novembro é bem mais vantajosa financeiramente.

E daí vem o tal do gerúndio que é processado no meu cérebro como "futuro", ou seja, "o senhor vai estar levando" significa que não é agora, é par frente, me dá a impressão de adiar o prazer.  Além do mais, é bom você saber que a voz entra no cérebro do shopper pelo sistema límbico (área mais antiga evolutivamente), que processa as emoções. Portanto, vai chegar lá e soará nada bem, mas sim como distante da realização do prazer.

Viu só o que acontece! Ou melhor, ouviu o que acontece quando o vendedor não sabe usar os tempos verbais? É nestas horas que eu tenho saudades do astrólogo porto-riquenho, Walter Mercado com o seu "Ligue já". Até o sobrenome dele era vendedor! Já está na hora de você saber que a maneira como usamos palavras afetam nossos pensamentos. E de que seu vendedor deve usar a língua corretamente. Para os consumidores prestação no futuro é ótimo (adia a dor), entrega no futuro (adia o prazer).

Mas, ainda está em tempo, vamos ensinar português para os vendedores, para eles não enrolarem a língua na hora da venda. Educação corporativa vai bem nestas horas. Quer saber mais e como? Fale comigo pelo e-mail pedrocjc@gmail.com e eu te falo da EDUCORP.

neuromarketing,shopper


 

Por: Pedro Camargo

Pedro Camargo tem experiência tanto no mercado de trabalho com consultorias quanto na área de educação corporativa. Possui um grau de Mestre em Educação , com ênfase em Educação Corporativa , a Pontifícia Universidade Católica de Campinas ( PUCCAMP ) e MBA em Comunicação de Marketing pela Escola Superior de Propaganda e Marketing de São Paulo ( ESPM ), Graduado em Direito do Estado Universidade do Rio de Janeiro ( UERJ) ; Curso de especialização em neurociências pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) , É consultor de marketing e comunicação de marketing, em 2009, publicou seu primeiro livro " Neuromarketing : decodificaando da mente do consumidor " , em 2010, publicou o segundo livro " Comportamento do consumidor: biologia, anatomia e fisiologia do consumo " no Brasil pela Editora novo Conceito , em 2012 lançou o seu novo livro" Neuromarketing : uma nova pesquisa de comportamento do consumidor no Brasil pela Editora Atlas e Eu compro, sim! Mas a culpa é dos hormônios pela editora Novo Conceito ; é palestrante internacional em conferências em Portugal , a convite do Instituto Português de gestão de marketing ( IPAM ) e Cidade do México pela Intenational Mindcode ; APAS conferencista 2012; ; colunista da revista Supervarejo da Associação são Paulo Supermercado ( APAS ) , do site mundo do Marketing e tem artigos publicados na revista New Editora Abril , sobre o comportamento de consumo feminino e venda na revista de marketing mais sensorial com o tema - " os cinco sentidos do lucro " , é um professor de marketing e pós-graduação de vendas programas , cinco anos está ensinando programas de educação in-company em plano de saúde e consultor de vendas planejamento para empresas na área de cooperativas de saúde , atualmente professor visitante na programa RetailClub Multiplan para os inquilinos de shoppings e consultor de neuromarketing , neurovendas e Biologia do Comportamento do Consumidor, Professor de Neurovendas da FGV, Coordenador do curso de Neurogestão do ISAE.






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