Newsletter

by

Facebook Mundo do Marketing Twitter Mundo do Marketing Google BookMarks Mundo do Marketing RSS Mundo do Marketing Youtube Mundo do Marketing

Mundo do Marketing | Seu portal de Marketing, propaganda e publicidade

Links Rápidos:
Infográficos |
Eventos, Cursos e MBA |
Vagas de Trabalho |
Programa Disney |
Vai e Vem |
Top 10 Livros + Vendidos

Home > Artigos > Eduardo Souza Aranha > A Mala Direta sobreviverá?

Eduardo Souza Aranha

A Mala Direta sobreviverá?

Postado por Eduardo Souza Aranha - 06/12/2011
Aumentar Fonte Reduzir Fonte

 

Ao longo das últimas décadas, a Mala Direta ganhou status de mídia eficaz no Brasil. Graças aos seus atributos diferenciados de comunicação, bem explorados por uma geração de profissionais com forte qualificação criativa e técnica. A profissionalização do e-mail marketing, entretanto, como novo player da comunicação direta, incorporou benefícios, até então exclusivos da mala direta: segmentação, personalização e sequenciamento. Além disto, o e-mail marketing a superou em termos de velocidade, mensurabilidade e custo.
 
Do ponto de vista da estratégia de comunicação, a mala direta continua a ser a mídia poderosa para abrir o diálogo com os clientes ou para estabelecer o primeiro contato de venda com os prospects. Além da sua comunicação ter maior poder residual, importantíssimo na visão de longo prazo para a construção e manutenção da imagem de uma marca. Todavia, o orçamento total de uma campanha de e-mail marketing é invariavelmente menor do que da mala direta. 
 
Pode se argumentar que esta visão é limitada. O que interessa é a relação custo benefício. Isto é, quanto cada R$1,00 investido em uma campanha, via e-mail marketing ou via mala direta, gera em termos de retorno financeiro, seja em vendas, seja em retenção de clientes, seja em venda cruzada, seja em relação ao objetivo de marketing que se tiver. 
 
Durante muitos anos, fui Presidente do Júri do Prêmio ABEMD, a principal premiação da área. A minha constatação é que no Brasil, via de regra, não se mensura o retorno de uma campanha de mala direta com o rigor necessário para a sua correta avaliação. Especialmente, quando a campanha gera leads para a força de vendas. Acrescente-se a clara dificuldade enfrentada pelas empresas em avaliar o seu resultado, quando a campanha envolve outras mídias. 
 
Estas dificuldades ocorrem, muitas vezes, pela ausência de uma plataforma confiável de CRM.  Resultado: há uma tendência majoritária de basear a decisão em selecionar a mala direta ou o e-mail marketing em função do orçamento da campanha. Isto é, pelo custo de atingir o target e não pelo retorno financeiro proporcionado pelo target atingido. Consequência, há uma sensível redução do uso da mala direta no mercado nacional.   
 
Lá fora, nos principais fóruns globais de comunicação, a mala direta continua a ser incentivada como ocorre no Festival de Cannes, na American Marketing Association e por outras instituições. Exemplo de esforço pelo seu uso é dos Correios Americanos, a USPS, que mantém esforço permanente em difundir os benefícios e as técnicas da mala direta em um país no qual esta mídia atingiu a sua plenitude. Na Alemanha, o Deutsche Post, líder mundial de serviços postais, se destaca por ser um grande facilitador do uso da mala direta. E, assim se observa em outros países.
 
Agora, o que se constata no Brasil?  
A dificuldade de se recomendar o uso da mala direta, agravada pelo que se viu nos últimos meses. A perda de inúmeras campanhas tragadas pelas greves dos Correios, levando seus anunciantes a perdas financeiras reais. Recentemente, subjugada pela pressão de sindicatos, a empresa de Correios se viu obrigada a interromper parte significativa dos serviços postais por um mês. 
 
Imagine, por absurdo, se as emissoras de televisão entrassem em greve por 30dias. O que aconteceria com o mercado anunciante? O mínimo seria a perda de credibilidade na mídia televisa. O sentimento não difere em relação à mala direta. A diferença é que não se trata de um fato episódico, mas a dura realidade de uma greve que se tornou rotina ano após ano. 
 
A frustração ao se constatar que a instituição “mais admirada do país” se tornou “massa de manobra”. Então nos deparamos com restrições preocupantes ao uso da mala direta no Brasil: perda da confiabilidade no seu principal fornecedor, falta de cultura de mensuração e visão de curto prazo na seleção da mídia de comunicação direta.
 
A visão de mídia hegemônica não tem consistência histórica
Durante a forte expansão do mercado televiso brasileiro no final da década de 1960 e início da década de 1970, muitos arautos previram o domínio total da televisão e o desaparecimento do rádio como mídia. Estas previsões apocalípticas se repetiram com a explosão da Internet, quando se decretou o fim da mídia impressa. Basta analisar os recentes relatórios de análise de mídia, como o Projeto Inter Meios da conceituada revista Meio&Mensagem, para se concluir que a participação da mídia impressa continua crescendo no bolo publicitário nacional.
 
Assim, a visão de mídia hegemônica não tem consistência histórica. Isto significa que deverá haver espaço para a mala-direta, independente da expansão da utilização do e-mail marketing. O que estará em jogo será o tamanho do espaço a ser ocupado pela mala-direta, que dependerá, entre outros fatores, de:
 
1. Evolução do mercado para assegurar a maturidade técnica na seleção das mídias diretas.
 
2. Maior rigor dos gestores de Marketing na avaliação dos resultados das campanhas, expandindo a visão para todo o pipeline De marketing. Do disparo da primeira peça de comunicação, da reação do target, da avaliação de cada mídia ao resultado final. 
 
3. A difusão do uso de ferramentas de CRM, contendo as funcionalidades cada vez mais poderosas do gestor de campanhas.
 
4. Uso intenso da automação de marketing para simplificar e facilitar o seqüenciamento das peças de mala direta e de e-mail marketing, especialmente, nas ações vinculadas às réguas de relacionamento. 
 
5. Formatos inovadores aumentando a capacidade de incitamento do target à leitura e ao desejo de conhecer o conteúdo da mala direta.
 
6. Novos conteúdos cada vez mais integrados à comunicação online com elevada pertinência ao perfil do target.
 
7. A melhoria contínua da qualidade e da gestão de banco de dados, permitindo maior eficácia para a mala direta.
 
8. Maior aprofundamento na metodologia e nas técnicas de mensuração de resultados, nos cursos de formação de profissionais de marketing e comunicação.
 
9. Aperfeiçoamento das premiações de marketing direto para oferecer maior destaque às campanhas de mala direta e às integradas ao e-mail marketing.
 
10. O resgate dos Correios, como a empresa de excelência da gestão pública      brasileira e, livre do seu uso para fins políticos.
 
* Eduardo Souza Aranha é graduado em Administração de Empresas pela FGV e cursou Economia e Ciências Sociais na Harvard University - USA. É Diretor Executivo da Souza Aranha Marketing de Relacionamento & CRM e membro da Academia Brasileira de Marketing.
Comentar Imprimir Compartilhar Enviar para o Google Bookmarks Enviar para o Twitter Enviar para o Facebook

Eduardo Souza Aranha

Diretor Geral da Souza Aranha Marketing de Relacionamento & CRM e membro da Academia Brasileira de Marketing.

Comportamento

Consumidor brasileiro está menos sustentável

Consumidor brasileiro está menos sustentável

Congresso realizado no Rio de Janeiro debateu como preservar o planeta em meio ao crescimento social

Mercado

Corretoras usam conteúdo para atrair investidor

Corretoras usam conteúdo para atrair investidor

Empresas usam vídeos, cursos e até games para munir o novo cliente de informações para operar no pregão

Marca

Bohemia aposta na tradição para continuar líder

Bohemia aposta na tradição para continuar líder

Marca reabre primeira fábrica no país e cria museu para reforçar sua posição de líder no mercado Premium

Relacionamento

O que mudou após 3 anos da Lei do Call Center

O que mudou após 3 anos da Lei do Call Center

Bancos são os que mais investem para melhorar diálogo com os consumidores por meio do atendimento

Promoção

Como fazer sua marca ser relevante no Dia das Mães

Como fazer sua marca ser relevante no Dia das Mães

Coca-Cola, LG e Renner investem em relacionamento com os filhos e desejos das mulheres

Digital

Netflix encontra dificuldades no Brasil

Netflix encontra dificuldades no Brasil

Empresa esbarra em questões culturais e de infraestrutura para alavancar o serviço de streaming no país

Planejamento

Tam busca consolidar estratégia para Classe C

Tam busca consolidar estratégia para Classe C

Companhia aérea busca intensificar relacionamento em 2012 para ganhar confiança dos consumidores

Pesquisa

Lançamento de embalagens volta a crescer no Brasil

Lançamento de embalagens volta a crescer no Brasil

País alcançou aumento de 16,1% no primeiro trimestre do ano contra queda de 2,92% registrada em 2011

Publicidade

Eike Batista adquire 50% das ações do Rock in Rio

Eike Batista adquire 50% das ações do Rock in Rio

Parceria pretende gerar o aporte necessário para que a marca cresça e festival chegue a outros países

Como fazer sua marca ser relevante no Dia das Mães

Como fazer sua marca ser relevante no Dia das Mães

Coca-Cola, LG e Renner investem em relacionamento com os filhos e desejos das mulheres

Fui às compras com a esposa. Relato de observador

Fui às compras com a esposa. Relato de observador

Seus vendedores criam desejos desesperados ou deixam a decisão de compra totalmente nas mãos do cliente?

Fui às compras com a esposa. Relato de observador

Fui às compras com a esposa. Relato de observador

Seus vendedores criam desejos desesperados ou deixam a decisão de compra totalmente nas mãos do cliente?

Fundação anti-fome conscientiza com criatividade

Fundação anti-fome conscientiza com criatividade

A fome é um grande problema e sintoma social, que ainda enfrentamos na era digital

Marketing de Conteúdo

Marketing de Conteúdo

Mais do que bons produtos, o consumidor busca conversar com sua marca favorita

Coca-Cola, Nestlé e Nike são as marcas mais amadas no Brasil

Coca-Cola, Nestlé e Nike são as marcas mais amadas no Brasil

Marcas lideram o ranking desenvolvido pela Shopper Experience

Samsumg lança TV comandada por voz e gestos

Samsumg lança TV comandada por voz e gestos

Produto chega com exclusividade à Fnac nesta quinta-feira, dia 17

Novo cenário para a Classe Média Brasileira

Novo cenário para a Classe Média Brasileira

Em entrevista ao Mundo do Marketing, Marcelo Neri faz um panorama sobre as mudanças no país