Newsletter

by

Facebook Mundo do Marketing Twitter Mundo do Marketing Google BookMarks Mundo do Marketing RSS Mundo do Marketing Youtube Mundo do Marketing

Mundo do Marketing | Seu portal de Marketing, propaganda e publicidade

Links Rápidos:
Infográficos |
Eventos, Cursos e MBA |
Vagas de Trabalho |
Programa Disney |
Vai e Vem |
Top 10 Livros + Vendidos

Home > Artigos > Alberto Serrentino > O poder da loja e suas perspectivas

Alberto Serrentino

O poder da loja e suas perspectivas

Postado por Alberto Serrentino - 09/11/2011
Aumentar Fonte Reduzir Fonte

 

Em todo o mundo, há uma clara preocupação com o cenário econômico, seus possíveis desdobramentos da crise no consumo e, consequentemente, com os resultados futuros das empresas de varejo. As empresas americanas, por exemplo, têm atuado de maneira cautelosa e conservadora desde 2008, focando em redução de custos, aumento de produtividade, geração de caixa e expansão internacional.
 
O impacto crescente da internet e do comércio eletrônico no varejo também é um tema recorrente nas discussões estratégicas. Nesse aspecto, surgem cenários e hipóteses, com o questionamento frequente do papel que as lojas físicas terão no futuro, sobretudo em categorias em que o comércio eletrônico vem crescendo mais rapidamente, como livros, eletroeletrônicos e vestuário.
 
O assunto é complexo e merece ser analisado em diversos aspectos. De forma geral, é muito difícil imaginar que as lojas não continuarão a desempenhar um papel fundamental no consumo. É provável que a penetração dos canais digitais cresça e que em algumas categorias possa ser até mesmo dominante. Por outro lado, as lojas se reinventarão, buscando constantemente o elemento que garantirá sua sobrevivência e crescimento com rentabilidade: a relevância. 
 
Ou seja, é preciso que haja clara definição de posicionamento e proposta de valor da marca, papéis dos canais e forma de entregar valor consistentemente ao longo do tempo para criar e realimentar os vínculos de confiança que mantêm os consumidores próximos às marcas. Para vislumbrar o papel e a transformação dos pontos de venda físicos no futuro é preciso segmentar a análise por setor, categoria de produtos, segmento de atuação da empresa e posicionamento. Os atributos que manterão a loja relevante são distintos e a experiência de compra decorrente, também.
 
Em operações de moda, as lojas cumprem um papel fundamental de construir imagens a partir de estilos de vida, valorização de produtos e histórias criadas com eles. Marcas como Abercrombie & Fitch, Uniqlo, H&M, Zara, Osklen e Le Lis Blanc não teriam alcançado o valor aspiracional que carregam sem as lojas e não poderão prescindir delas no futuro. Já em produtos eletrônicos e digitais a loja possibilita experimentação, descoberta e interação. A Apple Store foi um pilar fundamental para que a marca alcançasse o sucesso dos últimos anos.
 
As lojas permitem interação com produtos e pessoas e isso não vai perder atratividade, desde que se interpretem as transformações e se incorporem os recursos que o mundo digital permite desenvolver de forma integrada para operações multicanal.
 
Uma pesquisa realizada pela GS&MD – Gouvêa de Souza com consumidores em lojas de diversos segmentos e apresentada no 14º Fórum de Varejo da América Latina, em São Paulo, mostra oportunidades e desafios para repensar a loja e manter o negócio relevante. Conveniência e rotina são poderosos geradores de tráfego e conversão para as lojas, particularmente para categorias e formatos voltados a compras repetitivas e programadas. 
 
Esse é o caso de supermercados e farmácias, em que 82% e 85% dos consumidores, respectivamente, vão à loja por proximidade de casa / trabalho ou por estarem passando em frente ao ponto de venda. A conversão é elevada – 92% para supermercados e 64% em farmácias – e a loja é vista como destino primário pela possibilidade de interagir com produtos e ter apoio e envolvimento de pessoas.
 
As oportunidades, nesses casos, estão em tornar a compra menos mecânica, racional e motivada por necessidade e obrigação; e, em vez disso, reforçar valorização de produtos, inclusão de serviços e criatividade em integração e desenvolvimento de novos formatos. Na Europa, por exemplo, vêm multiplicando-se modelos de drive-thru, como Real, Auchan, Carrefour e Continente. São lojas para retirada, com horário programado, de compras feitas via internet. É uma solução prática e simples para unir os mundos físico e digital e poupar tempo e esforço. Já a Eataly vem reinventando a experiência de comprar, vivenciar, aculturar-se e degustar alimentos em ambientes envolventes, estimulantes e emocionais.
 
Em eletroeletrônicos e digitais há motivações ligadas à experimentação de produtos e negociação de preços. A taxa de conversão é a mais baixa: 15%. As lojas precisam cada vez mais reforçar o contato físico com o produto, a orientação e edição da oferta e a agregação de serviços que permitam configurar soluções para os clientes. É o movimento que realizam Apple, Best Buy e Fast Shop. Já em produtos de moda, há muita descoberta, exploração de produtos e abertura para impulso. A conversão média é baixa (24%) e o grande desafio é capturar os shoppers pelo impacto e valorização de produtos, merchandising e experiência no ponto de venda.
 
Como gerar valor e relevância
Uma loja pode gerar valor e relevância a partir de distintos atributos.
 
Atributos emocionais - a capacidade de valorizar produtos que estimulem compras por impulso e cross merchandising; a construção de imagens atreladas a estilos de vida e personalidade; a possibilidade de transformar a experiência de compra em algo envolvente e prazeroso e a tangibilização de inovações em produtos e conceitos. A valorização de produtos é um elemento fundamental de atração das lojas. Saber selecionar, coordenar, expor, comunicar e embalar produtos modifica sensivelmente a percepção de valor. Algo que não é necessariamente restrito a produtos de moda ou sofisticados. 
 
Redes de supermercados descobrem a resposta que mudanças na exposição de perecíveis e comida pronta geram nas vendas. Marcas de amplo alcance, como Zara, H&M e Uniqlo, transformam o valor dos produtos pelo seu tratamento no ponto de venda. No Brasil, C&A, Renner, Riachuelo e Marisa conseguem levar crescentemente atualidade, informação de moda e experiência de compras para um espectro abrangente de consumidores.
 
Atributos racionais - já no plano racional, as lojas se distinguem por amplitude e edição de sortimento; conveniência e praticidade; e por preços percebidos como mais competitivos que propostas de valor equivalentes. O fenômeno dos supermercados de descontos na Europa (como Aldi, Lidl e Netto) ou dos “atacarejos” brasileiros (Atacadão, Assai) mostram a força que propostas racionais claras podem ter. A oferta de produtos da Media Markt em eletroeletrônicos na Europa permite amplas comparações em todas as categorias.
 
Atributos híbridos – há ainda atributos que mesclam razão e emoção, como agregação de serviços, soluções, experimentação e interação com pessoas. A Apple reinventou a experiência de compra de produtos eletrônicos e digitais e foi seguida por diversos operadores especializados. Nas lojas Apple, Best Buy, Currys ou Fast Shop é possível comparar, degustar, instalar e obter suporte para produtos que são commodities. Os serviços diferenciam a entrega da loja.
 
As oportunidades para desenvolvimento e expansão de lojas permitem segmentar e diversificar formatos para ocupar mais espaço. A britânica Tesco opera sob uma mesma bandeira hipermercados, supermercados, lojas de vizinhança, lojas de conveniência, catálogo e e-commerce. O grupo Inditex possui amplo portfólio de formatos de moda (Zara, Massimo, Dutti, Bershka, Oysho, Kiddy’s Class, Pull and Bear, Stradivarius), além da rede de móveis e acessórios Zara Home.
 
Esse movimento de segmentar e diversificar formatos vem se intensificando entre grandes grupos no Brasil. O Grupo Pão de Açúcar já opera uma diversificada plataforma de formatos e bandeiras, que inclui supermercados com posicionamentos distintos (Pão de Açúcar e Extra Supermercado), hipermercados, lojas especializadas em eletroeletrônicos e móveis (Casas Bahia, Ponto Frio), lojas de conveniência (Extra Fácil), postos de combustíveis, farmácias, além de canais de vendas digitais em e-commerce e m-commerce. 
 
Recentemente a Renner adquiriu a rede especializada em presentes e produtos para casa Camicado, implantou um formato compacto e pilotos da loja monomarca Blue Steel. Já a Marisa implantou lojas especializadas em lingerie. O mercado brasileiro ainda tem espaço e oportunidades para desenvolvimento e expansão de redes de lojas. Empresas como Grupo Pão de Açúcar, Magazine Luiza, Máquina de Vendas, C&A, Renner, Riachuelo, Marisa, Drogasil, Pague Menos, Hering e Cacau Show expandiram suas redes em velocidade superior ao crescimento do mercado, ampliando participação e capilaridade.
 
As lojas continuarão a desempenhar um papel determinante para o varejo. A integração com os canais digitais torna-se imperativa e deve valorizar e fortalecer o ponto de venda físico. A busca da relevância pressupõe um profundo entendimento dos consumidores, de suas relações com as categorias e dos motivadores de compra. As compras acontecem por diversas motivações: necessidade, conveniência, impulso, desejo, oportunidade ou prazer. As lojas devem saber quais delas atender e com que atributos estimular escolhas. Os pontos de venda físicos devem incorporar o mundo digital e integrar o melhor de cada experiência para aproximar o cliente da marca.
 
*Alberto Serrentino é sócio sênior da GS&MD Gouvêa de Souza e autor do livro Inovações no Varejo: Decifrando o Quebra-Cabeça do Consumidor. 

tiago

|

Data: 13/11/2011

Comportamento

Consumidor brasileiro está menos sustentável

Consumidor brasileiro está menos sustentável

Congresso realizado no Rio de Janeiro debateu como preservar o planeta em meio ao crescimento social

Mercado

Corretoras usam conteúdo para atrair investidor

Corretoras usam conteúdo para atrair investidor

Empresas usam vídeos, cursos e até games para munir o novo cliente de informações para operar no pregão

Marca

Bohemia aposta na tradição para continuar líder

Bohemia aposta na tradição para continuar líder

Marca reabre primeira fábrica no país e cria museu para reforçar sua posição de líder no mercado Premium

Relacionamento

O que mudou após 3 anos da Lei do Call Center

O que mudou após 3 anos da Lei do Call Center

Bancos são os que mais investem para melhorar diálogo com os consumidores por meio do atendimento

Promoção

Como fazer sua marca ser relevante no Dia das Mães

Como fazer sua marca ser relevante no Dia das Mães

Coca-Cola, LG e Renner investem em relacionamento com os filhos e desejos das mulheres

Digital

Netflix encontra dificuldades no Brasil

Netflix encontra dificuldades no Brasil

Empresa esbarra em questões culturais e de infraestrutura para alavancar o serviço de streaming no país

Planejamento

Tam busca consolidar estratégia para Classe C

Tam busca consolidar estratégia para Classe C

Companhia aérea busca intensificar relacionamento em 2012 para ganhar confiança dos consumidores

Pesquisa

Lançamento de embalagens volta a crescer no Brasil

Lançamento de embalagens volta a crescer no Brasil

País alcançou aumento de 16,1% no primeiro trimestre do ano contra queda de 2,92% registrada em 2011

Publicidade

Eike Batista adquire 50% das ações do Rock in Rio

Eike Batista adquire 50% das ações do Rock in Rio

Parceria pretende gerar o aporte necessário para que a marca cresça e festival chegue a outros países

Como fazer sua marca ser relevante no Dia das Mães

Como fazer sua marca ser relevante no Dia das Mães

Coca-Cola, LG e Renner investem em relacionamento com os filhos e desejos das mulheres

Fui às compras com a esposa. Relato de observador

Fui às compras com a esposa. Relato de observador

Seus vendedores criam desejos desesperados ou deixam a decisão de compra totalmente nas mãos do cliente?

Fui às compras com a esposa. Relato de observador

Fui às compras com a esposa. Relato de observador

Seus vendedores criam desejos desesperados ou deixam a decisão de compra totalmente nas mãos do cliente?

Fundação anti-fome conscientiza com criatividade

Fundação anti-fome conscientiza com criatividade

A fome é um grande problema e sintoma social, que ainda enfrentamos na era digital

Marketing de Conteúdo

Marketing de Conteúdo

Mais do que bons produtos, o consumidor busca conversar com sua marca favorita

Coca-Cola, Nestlé e Nike são as marcas mais amadas no Brasil

Coca-Cola, Nestlé e Nike são as marcas mais amadas no Brasil

Marcas lideram o ranking desenvolvido pela Shopper Experience

Samsumg lança TV comandada por voz e gestos

Samsumg lança TV comandada por voz e gestos

Produto chega com exclusividade à Fnac nesta quinta-feira, dia 17

Novo cenário para a Classe Média Brasileira

Novo cenário para a Classe Média Brasileira

Em entrevista ao Mundo do Marketing, Marcelo Neri faz um panorama sobre as mudanças no país