Confesso que tenho ficado muito chocada com os eventos ambientais e sociais dos últimos anos. Sinto que a dramaticidade tem adquirido contornos muito sombrios. O mais recente foi o massacre de imigrantes ilegais no México. Pessoas em busca de perspectivas e novas possibilidades dizimadas em função de más escolhas. Ou da falta delas.
De outro lado, a sociedade mundial intensifica a superficialidade no consumo exacerbado. “Na minha época de solteiro, os sonhos eram outros. Agora eles querem moto, computador, coisa que não dá para comprar com o dinheiro que se ganha na roça”, observou Antonio Ramos dos Santos, pai do jovem Hermínio morto no massacre no México. Confesso que reli esta frase extraída da matéria do Estadão muitas vezes.
Nossos sonhos, de fato, são diferentes da geração anterior que tinha menos opções, alternativas e modelos. Realizamos sonhos e queremos outro, outro e outro... E não estamos mais felizes. A depressão adquire proporções epidêmicas, segundo a Organização Mundial de Saúde. Talvez porque o vazio só pode ser preenchido com o infinito e não com objetos.
Nossos jovens menos favorecidos continuam em busca de caminhos que criem acesso ao mundo. O problema é que criamos um mundo em que a felicidade só é possível se tivermos o carro do ano, aquela bolsa e mais outra, aquele celular e mais outro. Precisamos do consumo para fazer o motor mundial funcionar, mas precisamos revê-lo e repensá-lo para dar continuidade ao planeta de forma saudável.
Para tanto precisamos que pessoas espetaculares façam acontecer uma realidade promissora e uma nova ética de consumo. Não bastam a responsabilidade social ou a ambiental. Temos que inaugurar a Responsabilidade do Marketing. Esta é a sua parte, a minha e a de todos que fazem acontecer o consumo da forma como é hoje.
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claudio Kury Freitas
Belo post Beth! Tenho uma visão semelhante à sua e procuro propagar a idéia de um conceito criado por mim, chamado de Marketing Ético, quando começei a blogar foi meu primeiro artigo http://mercadologia100.blogspot.com/2008/09/o-porqu-do-cabealho.html
Consultor em Marketing de Serviços e Branding | Mercadologia 100 Data: 01/09/2010
Gil Kelmer
Paradoxal, Beth. Não tenho dúvidas de que você tem razão. Mas como? Como não estimular o consumo, a compra e a venda. Essa é a essência do marketing. E até hoje, é só o que aprendemos na academia. Abraços.
Publicitário | Data: 01/09/2010
Ricardo Del Bianco
Concordo ! Acho difícil ! Mas e hora de começar "Marketing ético já" Se começarmos agora nossos filhos poderão ser consumidores melhores.Nao sou marqueteiro mas contem comigo.
publicitario | Take Seven Produções Data: 01/09/2010
Beth Furtado
Obrigado Claudio. Li seu post e gostei muito também. Entendo que uma frente deste movimento é a reflexão. Fazemos muitas coisas "sem responsabilidade no marketing" em função da falta de consciência. Volta e meio eu descubro alguma atitude inconsciente em mim e me cobro. Como diz o tagline do SWU Music and Arts Festival : "Começa com você"(e comigo). Um abraço,Beth
| Data: 01/09/2010
Victor Brand de Paula
Bom dia Beth,muito interesante o assunto abordado acima. Estou promovendo um evento academico em Joinville/Santa Catarina e gostaria de seu contato,se possível. O Evento irá abordar o tema Sobrevivendo as Inovações.
Obrigado e fico no aguardo
Administrador | Data: 02/09/2010
Vinicius Rodrigues
Maravilhosa matéria! É pessoas assim que o marketing precisa.
| Data: 02/09/2010
Postado por Beth Furtado - Consumo e Inovação - 01/09/2010

Carlos Domingos, Sócio-diretor de criação da Age mostrou em seu livro “Oportunidades Disfarçadas” que muitos negócios surgiram de caminhos inesperados e da busca de soluções de problemas. Há oportunidades submersas em muitas empresas e aquelas que se permitem conseguem criar novos dinheiros. O grupo carioca Bazzar nasceu em 1998 com a abertura de um restaurante de culinária contemporânea na Lagoa Rodrigo de Freitas. A inovação em diversos aspectos do negócio norteou muitas opções, a começar pelo uso de madeira de demolição em uma época em que a arquitetura preferia os pisos frios. A forma de crescimento também antecipou-se aos movimentos da época, já que grupo optou pela expansão por meio da abertura de cafés em parceria com a Livraria da Travessa. Posteriormente, a operação original foi relocalizada para Ipanema ampliando a visibilidade da marca.
Mas uma oportunidade disfarçada encontrava-se nos elogios frequentes aos temperos dos pratos oferecidos. Os proprietários resolveram então lançar em 2006 a linha de produtos Bazzar Especialidades, oferecendo molhos e coberturas gourmets para levar a experiência gastronômica para a casa dos clientes. A distribuição inicialmente restrita aos supermercados do Rio expandiu-se para outros estados sempre em bandeiras que aproximem a marca dos públicos que apreciam gastronomia. O DNA, as embalagens, os sabores e o canal reiteram o posicionamento inovador e fortalecem o crescimento da Bazzar. É muito estimulante ver uma marca brasileira que nasceu ontem fazer e acontecer no exigente segmento premium.
Postado por Beth Furtado - Consumo e Inovação - 29/08/2010
Marketing é essencialmente a disciplina de contar histórias. Histórias dos caminhos trilhados por uma marca, sua visão, seus princípios, seus diferenciais e histórias de seus clientes. Uma marca será tão mais interessante quanto mais histórias forem contadas a seu respeito. Neste sentido a marca de sucos do bemTM vem realizando um trabalho interessante não apenas em seu site mas também em suas embalagens. Como o DNA da empresa contém simplicidade, verdade e alegria de viver, o texto dos rótulos - que em muitas empresas são assépticos - são informais, leves e bem humorados.
Veja que forma cativante de contar uma história na embalagem:
“Nos dias de hoje, parece que tudo se resume a trabalhar 25 horas por dia, chegar tarde em casa e pedir uma pizza. Tudo bem, nós reconhecemos que é preciso ralar mesmo e que, às vezes, fica muito difícil aproveitar as coisas boas da vida. Foi num dia corrido assim como qualquer outro, depois de beber um suco na nossa casa de sucos predileta no Rio de Janeiro, que tivemos a idéia de fazer uma empresa de bebidas legais e gostosas. Assim nasceu a do bemTM. Uma empresa que deixou a mesmice de lado por acreditar que a vida pode ser mais leve e bem humorada, com uma relação mais direta com as pessoas, com a natureza e com o mundo. Em busca de bebidas saborosas e naturais a gente não mistura nossas frutas com nomes estranhos. Corantes, acidulantes e conservadores não entram em nossas caixinhas.”
No site a do bemTM conta a história de suas crenças e de sua busca por um produto genuinamente contemporâneo: natural, verdadeiro e com senso de finalidade.
“Santos Dumont não pensou em construir um novo Ford,ele pensou em voar. No início tentaram convencer a gente que era impossível colocar frutas frescas e mais nada em caixinhas. Não acreditamos e fomos provar o contrário. Com muita pesquisa e depois de alguns experimentos em nossa cozinha, descobrimos um jeito único de fazer sucos naturais, práticos e 100% pura fruta. Isso quer dizer que a do bem™ é diferente porque não faz igual aos outros. Enquanto todos os sucos convencionais colocam concentrados líquidos, polpas congeladas, água, açúcar refinado e nomes esquisitos como conservantes, edulcorantes e "não sei o que mais ante", a do bem™ faz só suco. E como a gente sabe que não basta só o conteúdo, criamos uma cara e adotamos jeitinho que é só nosso.”
A marca chegou ao mercado paulistano este ano, distribuída no St Marche e no Empório Santa Maria. Simplicidade, alegria, cores e natureza fazem parte da alma brasileira e pedem histórias assim, despretensiosas e por este mesmo motivo envolventes.
Postado por Beth Furtado - Consumo e Inovação - 23/08/2010

A Condé Nast International editora de diversos títulos de moda e estilo de vida como Vogue, Arquitetural Digest, Vanity Fair e Wired, pretende ampliar suas frentes de negócios que utilizam marcas de suas publicações em cafés, bares e restaurantes. A Condé Nast Restaurants, unidade dedicada à esta frente de negócios pretende expandir iniciativas como Vogue Café, GQ Bar e Tatler Club abertos originalmente em Moscow. A empresa concluiu que estas iniciativas fortaleceram suas marcas do setor editorial, além de terem apresentado resultados promissores. Cafés, restaurantes, bares, hotéis e pousadas tem sido a mais recente frente de extensão de marcas de produtos, serviços e mídias. É uma estratégia sofisticada, de alto risco e que muitas vezes passa muito longe do DNA e do universo de competências da marca e do grupo que a detém, o que em tese, desistimularia muitos empreendedores. Na prática a performance de algumas surpreende o universo de negócios relembrando que ocasionalmente é prudente desaprender leis e regras que norteavam insucessos no passado.
Postado por Beth Furtado - Consumo e Inovação - 17/08/2010
Nos últimos dois anos aconteceu um despertar sobre a importância de ampliar o conhecimento sobre a Maturidade. Até recentemente tínhamos bem poucas pesquisas sobre os segmentos etários acima de 60 anos. O setor de saúde dispõe de muitos estudos com foco em cuidados e nas transformações físicas e psicológicas do idoso, mas dispomos de poucas pesquisas em relação aos hábitos e atitudes.
O termo Maturidade é mais adequado porque a Terceira Idade é um dos segmentos da Maturidade, já que a Quarta Idade (acima de 80/85 anos) tem sido o grupo que mais cresce em muitos países e os Centenários não são mais casos isolados. Para quem está interessando no tema (e se você está envelhecendo deveria...) há algumas fontes interessantes.
Em 2.003 a GFK realizou um estudo bacanérrimo denominado Panorama da Maturidade que terá nova onda este ano. Outra fonte interessante é o estudo publicado no livro “Panorama Comparativo do Lazer da Terceira Idade” escrito por Maria de Lourdes Bacha, Jorgina Santos e Vivian Strehlau do Centro de Comunicação e Letras da Universidade Presbiteriana Mackenzie de São Paulo. Apesar de o título ressaltar o lazer, o estudo aprofunda diversos temas com destaque para uma revisão bibliográfica caprichada sobre o envelhecimento. Outra pesquisa interessante divulgada este ano é o “Mercado da Senioridade” realizado pela empresa Somatório Pesquisa & Informações para Brasil Data Sênior Comunicação. A maturidade deveria inspirar mais pesquisas e reflexões já que em termos etários é o grupo que mais cresce e existem ainda poucos negócios direcionados. O tal do mar azul.
Postado por Beth Furtado - Consumo e Inovação - 15/08/2010
Um dos setores que tem entendido e respondido aos desejos contemporâneos é a hospitalidade. Seja qual for a experiência que você busque, hoje ela é possível. Uma delas em particular tem se intensificado: a busca por contatos extremos e inéditos com a natureza.
Este anseio cresce em direta proporção à explosão dos centros urbanos (explosão em todos os sentidos) e como resposta à busca de uma vida mais simples e de sensações originais. As alternativas de hotéis e pousadas localizadas na natureza quase selvagem aumentam e proporcionam momentos de tirar o fôlego.
No Brasil temos, por exemplo, a pousada Vila Kalango em Jericoacoara em que você se hospeda em palafitas ao lado de uma duna. A pousada foi concebida com elementos da região respeitando o entorno e mimetizando-se de forma a transmitir ao hóspede uma sensação de habitante de um paraíso.

O conceito de respeito e mimetização da arquitetura ao entorno tem sido uma característica destes projetos. Na Suécia recentemente foi inaugurado o Treehotel que oferece alternativas para acomodações em árvores. Há diferentes possibilidades e leituras de quartos/ninhos em árvores criadas por quatro arquitetos, além de sauna nas alturas. Na Finlândia o Kakslauttanen oferece iglus de vidro para que o hóspede possa admirar a aurora boreal. Estas experiências proporcionam mais do que férias, proporcionam momentos para que entendamos a necessidade de nos conciliar com a natureza e protegê-la de nós mesmos.

Postado por Beth Furtado - Consumo e Inovação - 12/08/2010

A cada dia vemos mais exemplos de empresas que já nascem com conceitos de consciência, responsabilidade social e ambiental. Seguindo os passos da American Apparel, marca de vestuário jovem no mercado norte-americano, a Fair Indigo carrega no nome a faceta Fair Trade e ancora-se no justo comércio em todas as suas relações para diferenciar-se no cenário competitivo. Em sua home page, mais do que estilo, há um grande espaço para a importância da relação saudável do ponto de vista econômico com fornecedores, terceiristas e para a justa remuneração dos funcionários destes. A marca oferece suas coleções feminina e masculina de vestuário e acessórios em formato multicanal, loja, internet e catálogo. Ainda é uma operação de nicho, porém não se pode dizer o mesmo da American Apparel, presente na América do Norte, América Central, Austrália, Europa, Oriente Médio e Ásia. Fair Trade pode não ser a causa do sucesso, mas insere valores que a cada dia tornam-se relevantes para mais pessoas.
Postado por Beth Furtado - Consumo e Inovação - 09/08/2010

Tive o privilégio de trabalhar com alguns profissionais geniais em minha carreira. Um deles é o Elói Zanetti, em minha opinião um dos grandes nomes do marketing no Brasil. Elói escreve sobre diversos temas de marketing e o post de hoje é uma reflexão que ele fez sobre desenhos animados e a nova ética da ingenuidade.
Deu a louca na avó da chapeuzinho – por Elói Zanetti
Preste atenção nos novos desenhos animados. Aliás, nem sei mais se ainda podemos chamá-los de desenhos animados, de tão cheios de tecnologia e atores reais que estão. Vale a pena assistir, curtir e assistir novamente dezenas de vezes, mesmo que não se tenha filhos pequenos ou netos para fazer companhia. Histórias consagradas estão sendo desconstruídas e cedendo lugar a uma rápida modernização de temas. No filme “Deu a Louca na Chapeuzinho”, o vilão não é mais o lobo mau, mas a vovozinha, uma velha skatista, perita em manobras radicais e nas artes marciais e que empreende fugas e perseguições no movimentado estilo James Bond.
“A Era do Gelo”, o terceiro filme da série, é um primor em diálogos inteligentes e bem construídos. Pasmem: nasce um bebezinho mamute em uma cena de impressionante ternura, apesar dos perigos que rondam a mamãe na hora do parto. Pensar que Walt Disney jamais casou o Pato Donald porque não pegava bem para a moral conservadora da época...A mudança conceitual começou com Shrek, um ogro enorme e esverdeado que prefere ser o que é - fiel a si mesmo - do que um “emo” - príncipe, bonitinho, desajeitado e sensível, como eram os nobres de até então. A sociedade mudou e a realeza idem. Nas novas histórias, príncipes perdem privilégios, princesas sabem se virar sozinhas e autoridades são ironizadas em paródias deliciosas. Sem nenhum constrangimento, argumentos intelectualizados e não-conformistas expõem os deboches que os adolescentes gostariam de falar na frente dos seus pais e não falam. Princesas modernas já podem soltar pum.
A grande revolução tecnológica na arte da animação foi realizada por Steve Jobs, que além de transformar a telefonia celular, a internet e a computação, também se meteu na indústria do entretenimento ao comprar de George Lucas o estúdio Pixar e transformá-lo no mais revolucionário centro de produção de Hollywood. Depois de “Toy Story” - o primeiro desenho com alta tecnologia - o mundo do desenho animado nunca mais foi o mesmo. “A Fuga das Galinhas”, “O Corajoso Despereaux” e “Procurando Nemo” tratam dos temas da opressão, do medo e do amor filial sob uma ótica moderna. O Gato de Botas reaparece com perfil latino, sedutor e muito mais astuto do que o original. A construção refinada do personagem com a utilização dos trejeitos e da voz de Antonio Bandeiras apimenta o felino espadachim. Idem para Johnny Depp em “A Noiva Cadáver”, conto russo ambientado na Inglaterra vitoriana, quando começaram a esboçarem-se as lutas de classes e as possibilidades da ascensão social.
Os novos e tecnológicos contadores de histórias zombam das fórmulas originais parodiando-as em uma miscelânea de assuntos onde se aglutinam trechos, situações e personagens alheios. É o remake do remake do remake. A contação de histórias, antes usada para a transmissão de valores morais e culturais de uma geração para outra, não foi criada para as crianças. Elas só entraram no contexto por volta do século XVI, quando deixaram de ser consideradas pequenos adultos para serem tratadas como devem ser: crianças. Walt Disney só reforçou o assunto ao se apropriar de antigas lendas e fábulas. Os novos desenhos querem nos dar o recado de que a era da inocência acabou, que ser conformista e aceitar o destino como ele sempre foi não é uma boa e que nem sempre ser bonzinho é o melhor negócio. Alertam que, assim como nós, os heróis envelhecem e estão sujeitos a crises existenciais, e que casar e viver feliz para sempre, só nos velhos contos de fadas. A fantasia, hoje, está muito mais perto da realidade.
Postado por Beth Furtado - Consumo e Inovação - 08/08/2010
Nos últimos 20 anos, a saúde tornou-se um dos temas mais frequentes em debate na sociedade brasileira. Quando analisamos as matérias na mídia nos últimos 30 anos, percebemos uma mudança drástica na abordagem ao tema. Na década de 1970, saúde era, na verdade, um debate sobre doença. As matérias das revistas semanais e dos programas de televisão destacavam as doenças e seus tratamentos.
Meningite, câncer, poliomielite e tétano eram algumas das aflições brasileiras. Interessante notar que o assunto evoluiu e a abordagem mudou justamente por fazer parte do debate da população. E nesse caminho o brasileiro foi aprendendo com as descobertas científicas e com a disseminação de informações em revistas, matérias na mídia eletrônica e artigos. O debate contemporâneo de saúde tornou-se uma reflexão sobre estilo de vida, o que inclui hábitos, equilíbrio, alimentação e exercícios. Temas que integram um novo movimento: a Economia do Bem-Estar.
Essa economia se transformou em uma das maiores vertentes de crescimento mundial da atualidade, criando negócios e oportunidades nos mais variados setores, como cosméticos, estética, seguros, viagens, fitness e gastronomia. Com ela surgiram novas profissões, novas disciplinas e novas necessidades. Porém, das doenças em debate da década de 70, uma delas continua a nos assombrar e virou epidemia mundial: a depressão.
Para ela, a medicina também descobriu novas abordagens e tratamentos, mas, em essência, depressão é a expressão do vazio e da carência contemporâneos, que tornaram-se mais relevantes nos últimos anos. Portanto, a Economia do Bem-Estar ainda nos deve negócios que proporcionem novos significados à vida.

Postado por Beth Furtado - Consumo e Inovação - 05/08/2010
O capitalismo e a competição dos tempos modernos impuseram à humanidade diversas concessões. Uma delas foi a da sensibilidade. Seu espaço foi ocupado pela razão e pela visão analítica do mundo. A expressão “sensível” foi confinada ao universo pessoal (e para alguns nem a ele), ao universo feminino (e na disputa da competição do trabalho, muitas deixaram sua cota no caminho...) e a determinadas disciplinas ditas humanas.
Sensibilidade quer dizer: “faculdade de sentir; propriedade do organismo vivo de perceber as modificações do meio externo ou interno e de reagir a elas de maneira adequada.”. Sua ausência no universo de decisões leva a respostas inadequadas ao meio. Simples assim.
Nos últimos anos, diversas tendências demonstraram que sua aplicação é geradora de resultados. O advento do design como elemento de diferenciação em embalagens, produtos e lojas. O conceito da experiência de compra e sua capacidade de atrair consumidores. O atendimento em lojas, call centers e relações B2B gerando fidelização e vínculos com as marcas. E a conscientização da relevância da inteligência emocional como fator essencial em gestores de qualquer negócio para conseguir melhores resultados por meio de pessoas motivadas.
Em todas essas situações, há sem dúvida muita técnica envolvida (razão, análise e tal...), mas sensibilidade é seu agente dileto. Precisamos resgatar ternura, simpatia, empatia e compaixão por dois motivos. Primeiro, porque nos torna melhores profissionais e marcas, mais antenados com a epidemia de carência afetiva de nossa época. Portanto, mais eficientes em nossa resposta ao meio e ao que nos pedem nossos consumidores. E também porque somos humanos, em desuso com a característica que nos define. Sensibilidade é, portanto, um ativo e uma inspiração para estabelecer conexões e entregar o aconchego que tantas pessoas anseiam.
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Ieda
Adorei o artigo!
Sensibilidade na dose certa é fundamental!
Sem ela corremos o risco de perdermos a nossa "alma" e sem "alma" tudo fica sem graça...sem brilho...sem cor.
Aposentada...por enquanto... | Data: 06/08/2010
Beth Furtado
Ieda, para mim está é uma das chaves da transformação desta época. Obrigado pelo comentário. Grande abraço Beth
| Data: 08/08/2010
Postado por Beth Furtado - Consumo e Inovação - 27/07/2010