Uma pesquisa sobre a marca possibilita desenvolver novos elementos diferenciais para os produtos ou serviços, encontrar novas oportunidades de mercado e antecipar os desejos dos consumidores.
Como todos vocês, profissionais de Marketing, devem saber, para criar um marca forte é preciso entender de pessoas, de gente. Para isso é necessário fazer pesquisa. Muita pesquisa. Desde as tradicionais até as antropológicas. É preciso observar, ouvir, estar aberto e ter curiosidade para acessar as inquietações, necessidades e desejos dos consumidores, ensinou a aula sobre pesquisa no Curso Avançando de Branding do Grupo Troiano.
Vale passar um dia como vendedor, na casa da consumidora e atrás do espelho no focus group. O importante é não construir uma marca de dentro da empresa para o mercado ou mesmo somente de fora para dentro. Fazer pesquisa para Branding é importante, para ampliar a visão da marca, embasar estratégias e gerenciar ações planejadas.
É preciso, no entanto, estar atento aos limites da pesquisa, pois nem todo problema de marca precisa ser resolvido com um levantamento. O consumidor também não substitui o profissional de Marketing, mas é importante ouvi-lo para testar o conceito de uma marca. Uma pesquisa possibilita desenvolver novos elementos diferenciais para produtos ou serviços, encontrar novas oportunidades de mercado e antecipar os desejos dos consumidores.
Cuidado com algumas armadilhas:
1) Leitura muito literal de resultados não é tão ruim ou pior do que pesquisa nenhuma;
2) Amostras grandes não necessariamente indicam estudos melhores, mas certamente custos maiores;
3) Muito cuidado quando a pesquisa contrariar o bom senso;
4) Boa pesquisa começa com boas hipóteses;
5) Pesquisa não substitui a barriga no balcão;
6) Use um fornecedor especializado;
7) Não pergunte aquilo que você sabe que o consumidor não pode responder;
8) Pesquisa não é barata. Não adianta comprar apenas pelo preço;
9) Pense no que vai fazer com as informações;
10) Pesquisa é inspiração, a decisão é do executivo.
Postado por Bruno Mello - 02/09/2010
Continuando a falar sobre a importância de treinar bem quem lida diretamente com o consumidor, outro dia fui a uma festa que tinha um bar patrocinado pela TNT, como esse da foto aqui embaixo. A exposição e a experiência de marca dariam mais certo se o barman não ficasse chamando o energético de Red Bull a noite inteira!

[2]
Carol Monique
Isso é que é ser Top of Mind!
Redatora | Aumai C&D Data: 27/08/2010
rodrigottr
É por isso que o TNT não é o Red Bull. Provavelmente contratam uns freelas sem a menor procedência e investem o mínimo no treinamento.
Basta olhar os tipos de iniciativas em que a Red Bull investe para ter noção do como eles valorizam o seu branding.
Equipe de formula 1, eventos de avião de papel, eventos com equipes fantasiadas. A Red Bull é uma empresa de eventos. O energético é um mero detalhe.
administrador | CDT Data: 27/08/2010
Postado por Sylvia de Sá - 27/08/2010
Esse fim de semana estava na Eclectic e gostei de uma blusa que destacava o conceito de sustentabilidade. Além de trazer uma mensagem relacionada ao tema, o produto era feito de malha de bambu, o que o tornava ecologicamente correto. Para completar, quem comprasse a peça ganhava uma ecobag. Achei bacana e resolvi levar. Estava indo tudo muito bem, até que, enquanto pagava, vi a vendedora indo embalar a blusa e a ecobag. Se não aviso a tempo, saio da loja com os dois produtos dentro de uma bela e inútil sacola de papel. Uma prova de que a falta de comunicação e de treinamento da equipe podem pôr em risco uma estratégia de Marketing.

Postado por Sylvia de Sá - 26/08/2010
Marca existe como ferramenta de negócio. Esta é a principal reflexão da primeira aula do Curso Avançado de Branding. Semanalmente, vou publicar algumas das minhas impressões sobre o curso realizado pelo Grupo Troiano, que começou na última semana, com lotação máxima de 80 alunos de empresas como Amil, Banco do Brasil, Claro, Extra, Google, Henkel, Itaú, Kimberly Clark, Kraft, Nestlé, O Boticário, PepsiCo, Sadia, entre outros.
A despeito do discurso de que marca é algo vago, basta comparar o preço de um par de brincos comprados no Walmart ou na Tiffany. E, ainda dentro do Walmart, rede que tem lojas com capacidade para até 100 mil produtos diferentes, o que ajudará o consumidor a escolher por um? A marca. Vejamos outro caso citado por Fernando Jucá, Sócio-Diretor da Troiano. Em uma visita a um parque aquático na Disney, não eram as baleias que chamavam a atenção, mas um pequeno peixe igual ao personagem Nemo. “Essa é a prova de que 5cm de marca mata 5 toneladas de commodities”.
Alguns aprendizados:
1) Marcas são uma suprema ferramenta de negócios. Exemplo: o brinco comprado no Walmart x na Tiffany.
2) Marcas ajudam o consumidor. Exemplo: escolha de um produto no supermercado.
3) A lição de humildade. Conhecer o consumidor é fundamental, fazendo pesquisa.
4) Tudo pode ser “branded”. A empresa Transbank, de carro forte, faz branding. Por que? Sua marca precisa inspirar confiança e segurança, a exemplo dos bancos.
5) Tudo o que a empresa faz afeta a marca. Todos os pontos de contato constroem a imagem dela, desde o atendimento para compra até o pós-venda.
6) Marcas e projetos de felicidade. A marca serve como ponte do Eu presente e o Eu futuro.
7) Marcas como fonte de integração social. Num mundo onde as pessoas têm cada vez menos tempo e muitas opções de escolha, as marcas têm o poder de reintegrá-las. Elas emitem sinais que evidenciam uma tribo, como de esportistas, exemplificada pela Nike.
8) A era da paridade técnica entre produtos e serviços concorrentes. Se dois produtos são semelhantes em suas características e preços, o que faz a diferença é a marca.
9) A proteção contra o imponderável. Uma marca forte consegue blindar a empresa quando há uma crise. Exemplo: acidentes da Tam.
Com tudo isso, a marca já faz parte da preocupação diária de um CEO moderno. Pesquisa da Troiano indica que 85% dos CEOs das maiores empresas do país acreditam que a marca é o ativo intangível mais valioso de uma empresa. Para eles, ela agrega valor, diferencia da concorrência, atesta qualidade, impulsiona vendas e melhora as margens e dá visibilidade para a empresa.
Postado por Bruno Mello - 25/08/2010
A Kraft entrou em contato conosco para fazer um esclarecimento sobre o post “Lucro com extensão de linha”, em que falo basicamente sobre uma variação de sabor no cream cheese Philadelphia que levou a empresa a cobrar, e lucrar, mais. Tudo isso, fruto de uma pequena inovação. O que é uma ótima estratégia de Marketing. Por meio de sua assessoria de imprensa, a companhia diz que: “A política de preços adotada pelo varejista da foto que ilustra a matéria não condiz com os preços sugeridos pela Kraft Foods Brasil. A companhia sugere o preço de R$ 3,69 para a linha Original (incluindo os sabores Peito de Peru e Presunto), e de R$ 3,99 para a linha Light do cream cheese Philadelphia”.
O post anterior não fala, mas digo agora: o varejo que a empresa se refere é ninguém menos que o Pão de Açúcar. Mais precisamente a loja verde do Shopping Iguatemi, onde tirei a foto abaixo. Veja como o esclarecimento reforça a questão da extensão de linha que dá lucro. De acordo com a própria Kraft, a linha light é um pouco mais cara. Ok. Entendi a mensagem da empresa: ela quer dizer que não há uma diferença de 53% entre uma e outra. Ok de novo. Mas o Pão de Açúcar viu valor nisso e está lucrando, apesar de estar vendendo a linha light abaixo do preço sugerido. Isso se explica pelas negociações de descontos x volume, ou por querer fazer girar o produto mais barato mais rápido, além do fato de o próprio Pão de Açúcar ser famoso por um preço mais alto. Números a parte, o sabor do Philadelphia Peito de Peru é melhor do que o de Presunto.
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Postado por Bruno Mello - 20/08/2010
Pão de Açúcar, Zona Sul, Droga Raia e Drogasil. Duas redes de varejo e duas de farmácia que oferecem aos seus clientes cartões de fidelidade para dar desconto ao consumidor e mais lucro para os acionistas, conquistando mais frequência e o conhecimento do shopper. Ou pelo menos era para funcionar assim, pois há um problema no checkout. Mais especificamente, na figura do caixa.
Esse colaborador é o principal responsável por perguntar ao cliente se ele tem ou não o cartão para registrar a compra e, sobretudo, para fazer com que ele adquira um, gratuitamente. E aqui está o problema. Das duas uma: ou o caixa esquece de perguntar se o cliente tem o cartão, o que tem sido cada vez mais difícil, na verdade é uma pratica bem feita, ou o pior, pergunta se a pessoa tem o cartão e se não tem, ele não oferece.
Ok. A regra é ao contrário, ele deve sugerir, mas vivi na pele isso quando não tinha o cartão do Zona Sul. No Pão de Açúcar é a mesma coisa. Essa semana, de tanto falar que não era Cliente Mais, resolvei “pedir” para ser. Droga Raia também nunca ofereceu. E ontem, a Drogasil surpreendeu ao me oferecer um cartão. Ponto a favor dela e contra para as outras...
[1]
Talitha Braga
Pois é Bruno, excelente colocação...e triste realidade.
Existem dois pontos que gostaria de salientar, falando pelo varejo farmacêutico, de que algumas redes têm uma “meta” a atingir por novos cartões cadastrados ao mês, então seria uma falha de gestão da loja o colaborador não sugerir a confecção do cartão no ato da compra sendo esse geralmente um processo simples e gratuito. Outro ponto importante que muitos gestores de loja se esquecem, é de que o cartão nada mais é que uma forma de fidelizar o cliente com o desconto oferecido pelo cartão na compra efetuada, garantindo assim um melhor preço frente à concorrência em um mercado hoje tão competitivo.
Forte abraço!
Talitha Braga
Marketing | Data: 13/08/2010
Postado por Bruno Mello - 13/08/2010
Você que está acostumado a desenvolver novos produtos, me diga: quanto custa a mais para mudar o sabor de um produto? Essas coisas de biscoito de chocolate, de morango etc... Certamente não é 53% mais caro. Mas é esta a diferença de preço que podemos ver na foto abaixo entre um cream cheese tradicional e um com sabor de presunto, da mesma marca, Philadelphia, da Kraft.
O custo deve ser o mesmo. Se muda, não é 53% mais caro. Mas o lucro sim! E é aí que quero chegar. Olha como é linda essa estratégia, das mais básicas e simples de Marketing. Criar uma novidade. Inovar, por que não? E isso é o que faz diferença. Lucra-se mais com coisas novas. E, às vezes, nem tão novas assim. Parabéns para a equipe que desenvolveu.

[1]
Wagner Ferreira
Achei ótima a foto, mas questiono não a estratégia da Kraft, que não dá para saber apenas pela foto, mas sim a EXECUÇÃO da estratégia que provavelmente não está conforme, visto o gap de preços. Aproveito para perguntar, por que temos dificuldades em fazer cumprir o preço sugerido nas grande redes de auto-serviço?
Coordenador Route to Market | Coca-Cola Data: 20/08/2010
Postado por Bruno Mello - 11/08/2010
Amalia Sina estreia hoje, dia 9 de agosto, como articulista do Mundo do Marketing. Reconhecida como uma das mais bem sucedidas executivas brasileiras de sua geração, Amalia foi presidente da Philip Morris do Brasil, da Walita do Brasil, Vice-Presidente da Philips para a América Latina e atualmente comanda a sua própria empresa, a Sina Cosméticos.
A executiva tem MBA em Marketing pela FEA/USP e é Pós-graduada em Gestão pelo Triton College, Chicago. É autora dos livros “Mulher e Trabalho” e “Marketing Global – Soluções Estratégicas para o Mercado Brasileiro”. Em seu primeiro artigo, Amalia chama atenção para o domínio de finanças pelo profissional de Marketing. “Já foi o tempo em que as empresas delegavam as análises numéricas apenas ao departamento financeiro”, afirma. Leia o texto completo aqui.
Nomes como Fernando Martins, vice-presidente executivo de Gestão da Marca, Marketing e Comunicação Corporativa do Grupo Santander Brasil; Marcos Facó, Superintendente de Marketing da Fundação Getulio Vargas; Elza Tsumori, Presidente do Conselho Diretor da AMPRO, e Carlos Ferreirinha, Presidente da MCF Consultoria & Conhecimento, também são articulistas do portal.
Postado por Bruno Mello - 09/08/2010
A atitude da Ferrari em dar ordens para que seus pilotos troquem de posição durante o Grande Prêmio da Alemanha de Fórmula 1 se provou um desserviço ao esporte e um grande erro de Marketing. Pela segunda vez, a equipe italiana dá combustível para a ira de torcedores, que se voltam contra a sua marca, as de seus patrocinadores e da própria Fórmula 1.
Em 2002, no Grande Prêmio da Áustria, a equipe e os seus pilotos saíram do autódromo debaixo de vaias. Desta vez, a plateia ecoou no mundo inteiro com as redes sociais. A própria organizadora da competição fez questão de mostrar a enganação que esses ditos profissionais promoveram. Escancarado ou por trás das cortinas, é certo que ninguém gosta de ser enganado. E foi isso que a Ferrari fez mais uma vez.
Chamou seus consumidores de palhaços em rede mundial. Consumidores porque, além dos que pagaram para ver a corrida ao vivo, há milhões de pessoas que assistem pela TV. São essas pessoas que dão audiência. E é audiência, exposição e associação de marca que os patrocinadores compram, entre outros. Nenhuma marca gostaria de estar ligada a uma situação destas, gostaria?
É claro que a mítica da Ferrari sai pouco ou quase nada arranhada disso tudo. Quem sempre sonhou em ter uma na garagem vai continuar cultivando a imagem do cavalinho. O buzz negativo, no entanto, é difícil de calcular. Certamente, a marca sofre no longo prazo. Principalmente outras menos fortes como a própria Fórmula 1. Mesmo sendo também um negócio, qualquer esporte vive de torcedores. Sem eles não há patrocinador, dinheiro, ou competição. E o torcedor, consumidor em alguma hora, está farto de ser enganado.
[2]
Denunes
Bruno,
ponto para a Red Bull!!!
Lembra do episódio em que seus dois pilotos bateram disputando o primeiro lugar?
Isso é branding tb. A Red Bull é isso, energia, ação, emoção, esportes radicais. Disputa sadia e limpa? É isso aí. Vão em frente!
A marca está em jogo!? Vamos preservá-la.
Ótimo post. Pensei exatamente a mesma coisa sobre o episódio de ontem.
Denunes
Diretor de branding | Criamos Data: 26/07/2010
Bruno Mello
É isso aí Denunes! A McLaren é um exemplo ainda melhor. Abs!
Editor Executivo | Mundo do Marketing Data: 26/07/2010
Postado por Bruno Mello - 26/07/2010
Muito bom cada comentário que li até agora. Já peço desculpas se não responder a todos e aos que serão feitos depois deste post... Nessa de concorrência, acabei criando uma concorrência interna com o Erros de Marketing! Comparando Opanka com Havaianas, o preço está bem próximo. Há modelos de entrada e outros de mais valor. Neste ponto, nenhuma diferenciação.
Quanto à distribuição, nem a vi ainda em nenhum ponto-de-venda. O que não é um problema, porque não consigo ver os milhares de PDVs que este país tem. O fato é que nem nisso acredito que haverá inovação, uma vez que Havaianas, por exemplo, está em tudo que é lugar, desde farmácia até multimarcas premium. Um bom estudo certamente indicaria para investir em outro segmento, com outro modelo.
Os concorrentes estão para lá de fortalecidos. Uma coisa interessante de se notar, entrentanto, é que a Opanka talvez ganhe mercado de novos consumidores das classes C e D. Tá aí algo que pode ser uma oportunidade. Por falar em oportunidade, nem comentei que também vi o ator Paulo Vilhena, garoto-propaganda da marca, no programa da Globo Central da Copa, usando Opanka. No mínimo estranho...
Repito que a Azaleia poderia investir nas marcas de seu portfólio. Para que fazer repetição? O consumidor quer novidade. Alguém tem dúvidas disso? Sinceramente, não vejo, e o próprio consumidor de sandália dificilmente enxergará tecnologia neste produto.
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Assolan X Bombril é um ótimo exemplo. A diferença é que Assolan foi lançada num momento em que Bombril estava com diversos problemas. A empresa não tinha um rumo definido e o investimento em publicidade desapareceu. Bombril saiu da mídia e, junto com os problemas internos, abriu espaço para um concorrente que usou a mesma receita de sucesso, uma vez que o produto não tem como se diferenciar. Bombardeou com mídia e ganhou um bom pedaço de mercado. Talvez se Opanka tivesse nascido antes de Havaianas se reiventar poderia dar certo.
Outro bom exemplo citado é a entrada de Havaianas no segmento de tênis. Vocês já viram o produto? Não é imitação. É diferente. Busca um consumidor mais voltado à moda. Não concorre diretamente com ninguém. Tem também bolsas Havaianas, talvez o melhor exercício de extensão de marca que a empresa já fez. Por que até a Alpargatas erra. Ou pelo menos faz menos sucesso, como as meias Havaianas, que conquistaram poucos consumidores até então.
Essas concorrências não têm fim. Realmente, o mercado é grande, cada vez mais, há consumidores com perfis diferentes e percebemos a enorme oportunidade justamente quando entra mais um peso pesado para competir. Talvez Opanka esteja realmente bem inserida. O tempo dirá. Afinal, há gosto para tudo. Temos Toddy X Nescau, Gillette X Bozzano, Nike X Adidas X Puma, Pão de Açúcar X Carrefour X Walmart...
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[5]
Pedro Osório
Seus dois posts me chocam pela superficialidade das colocações!!! Fico impressionando com a facilidade que as pessoas tem hoje de criticar de maneira rasa e pseudo-inteligente.
Nem ao menos a empresa foi ouvida... Falou até do presidente...
Falar que é cópia???? E as cervejas que são todas iguais e os testes cegos comprovam isso? Teve cópia de "produto"? Cada vez mais as coisas se parecem. TV de LED. Só tem espaço pra uma? Marca de surf? Marca de carro, que sorte teria a Ford do passado se todos ouvissem você! Nao teria concorrentes. A Globo estaria feliz sem a Record. Ou não?
Chinelo é chinelo. Duas tiras, uma sola. Algumas com estampa, outras sem. Como poderia ser tão diferente assim?
Não sou fã da campanha que você cita. Tb tenho diversas críticas que renderia um post cheio/grande. Mas entendo claramente que não é pra mim. Mas achei agressivo e forte. Chegaram entrando. Acho cedo pra você fazer essa sentença de fracasso, como fez no primeiro posto. E entendo do assunto, por trabalhar com uma outra marca do mercado. Pequena. Minúscula se comparado com qualquer uma das duas, por ser segmentada em surf. Só que ao menos tenho dados do mercado. E conteúdo pra contestar as questoes que vc coloca.
A sandália da propaganda é RADICALMENTE diferente da Havaianas. Cores neons, um chinelo mais grosso (grosseiro, até), materia-prima diferente. Não é borracha, é EVC, tem o tal Estúdio, que é quase um personagem, vende uma proposta/estilo diferente da Havaianas e tem o Paulinho Vilhena, que usa chinelo sempre. Havaianas já usou todas as celebridades. Antes e depois de algumas marcas do mesmo segmento, por sinal. Vide Ivete Sangalo, Aline Moraes. Sendo que o uso da personalidade é diferente.
Eu NUNCA escolheria o Paulo "Calvo" Vilhena. NUNCA. Mas nao dá pra dizer que nao faz todo sentido.
Agora pense o seguinte: Havaianas vende 250 milhoes de pares por ano. Se roubar 10% já são 25 milhões de pares, num país que todo mundo usa chinelo. Acha mesmo burrice? 1% é 2,5 milhões de chinelos. Será que 1% não vai achar uma boa? Eu abriria uma fábrica com este volume, se tivesse essa chance e largaria dessa vida de empregado :)
Fiquei tão chocado com a sua revolta que me prestei a entrar no site pra ver o tal Viajante Opanka. Confesso que gostei do programinha. Meio mico sim, nao vingou pelo número de views, mas o conteúdo é superbom. Me parece que apenas o NOME é o mesmo da Credicard. Mas a proposta é outra. Um cara que mostra lugares diferentes de grandes cidades do país, viajando, acompanhado sempre de um cara local bacana. O que tem a ver?
Ou será que você nem viu o programa?
Sobre distribuição: nada é mais difícil que isso. Os analistas ficam palpitando, palpitando... Nossa marca que nos diga. Lojista não aposta. Lojista vê cifrão em mercadoria. Temos preço bom, produto é legal, as pessoas gostam, dizem até que a Ipanema nos copiou no modelo da Osklen, mas não conseguimos furar a barreira das lojas. Eu vejo claramente a estratégia de ir pra TV como forma de forçar o lojista a ter.
Adoraria ter este dinheiro pra nossa marca. Adoraria chegar no mercado assim. A Opanka existe há tempo e ninguém nunca tinha ouvido falar. Em uma semana, já tão comparando com Havaianas!!!!!!!!!!!!!!!
Será que foi tão desastroso assim?
Abraços e nao me levem a mal.
(jamais me imaginei escrevendo um comentário deste tamanho. Me desculpe se em alguns momentos me elevei!!!!)
Diretor de Marketing | PCP Marketing e Consultoria Data: 01/07/2010
Bruno Mello
Obrigado pelo comentário, Pedro!
Como um blog, a ideia é apenas comentar sobre uma opinião pessoal, diferente de nossas reportagens. O objetivo é debater o tema e realmente vemos que tem muita coisa boa que pode ser considerada neste case.
Abs,
Bruno.
Editor Executivo | Mundo do Marketing Data: 01/07/2010
Lorena
Acho que todos tem espaço do mercado.
Hoje em dia os produtos estão muito similares uns aos outros.
Vence quem consegue se diferenciar de alguma forma e chamar atenção do consumidor.
Não acho errado a idéia da Azaléia querer lançar chinelos. Primeiro porque é um produto que todo mundo usa, e sempre vai ter alguém para comprar. Usando a estratégia e o público certo, tem tudo pra dar certo. Independente de ter Havaianas, Ipanema, etc... Se fosse assim,ninguém mais entraria no mercado com medo da concorrência.
Assistente de Publicidade | Data: 01/07/2010
Mayra Montel
Concordo com você Bruno, pois em meio a tantas cópias, as pessoas estão com sede do novo, estão ansiosas pela inovação. Então porque escolher bater de frente com um produto tão consolidado que já é referência no mercado em que atua, e é tão forte na cabeça das pessoas? Por não inovar? Buscar atingir outro nicho? tentar fazer algo diferente?
Já temos a Havainas no top of mind das pessoas, a Ipanema, que está chegando com força total querendo ganhar uma fatia desse bolo, e agora a Opanka.
Acho entendo por eles deixaram essa marca tanto tempo de lado, mas agora que a ressussitaram, escolheram uma péssima estratégia falando de marketing e de produto.
Marketing | Data: 05/07/2010
Thiago Narbal
Prezados,
Que bom vê-los comentando e falando sobre a nossa marca de chinelos... Que é nova sobre o conceito Tá em Todas!
E quem falou em benchmarking tem razão afinal se vc vai entrar num mercado tem que olhar para o líder. E a Vulcabras como líder que é nos mercados que participa sabe como conquistar a primeira posição! Quem duvida... pergunte-se sobre a Ipanema há 5 anos atrás... Alguem pensava que ela seria páreo para as havainas?
Mudando um pouco o foco podemos pensar em produto e aí devemos segmentar o mercado como bem falaram tbm temos várias outras marcas cada uma focada no seu público kenner, ryder, oakley, todas vendem certo? O que será delas com um concorrente que coloca propaganda na TV?
Outro ponto de vista sào o dos PDVs, cada um no seu segmento (Opanka tá em Todas! heheh) na verdade vc como lojista compraria um chinelo que sempre vendeu bem ou um novo projeto novo produto novo conceito (só risco até agora) mas que tem propaganda na TV com ator Global e a maior empresa de calçados da América Latina por trás e ainda com política de preços melhor. Massificação pessoal, em pouco tempo vcs verão a Opanka Tá em Todas! Jovem, colorido, diferente, moda, conforto e tecnologia.
Difícil alguem dizer provar com comentários tão suerficiais que a Vulcabras joga para perder. Pode demorar mas vamos virar esse mercado, alguem tem que começar.
Abraços
Representante de Vendas | Vulcabras|azaleia Data: 16/07/2010
Postado por Bruno Mello - 01/07/2010